terça-feira, 12 de julho de 2011

Recuse o pão com mortadela.Viva a graça!

Não há nada pior para um crente em Jesus do que negar-se a viver na graça e pela graça. Desde a eternidade, Deus já havia planejado nos reconciliar com Ele por meio de Jesus. Graça é muito mais do que o favor imerecido de Deus: é um plano executado com amor insondável e jamais mensurado. Esse plano não resultou, apenas, no Seu Filho crucificado e servindo de escárnio para um povo em trevas, mas em Sua exaltação e poder sobre tudo, assentado sobre um trono de Glória e digno.

Além disso, foi sentenciada e garantida nossa redenção, que foi o objetivo principal. O que a Bíblia faz é nos contar toda a trajetória até a “plenitude dos tempos”, onde, de uma vez por todas, fomos resgatados. Após esse evento, ela nos revela a profundidade desse maravilhoso plano.
Pois bem, apesar disso tudo, ainda assim alguns escolhem simplesmente recusar esse projeto, submetendo-se a rituais de autojustificação, autoconfiança e ganhando com isso uma “neurose”.

Quando falham nos rituais, tudo desmorona: a fé, a confiança, a alegria da salvação e o gozo de estar em comunhão com Cristo. Essa atitude tem várias definições, sendo a principal delas o legalismo, exatamente como os fariseus eram. Confiavam em si, apenas.
É evidente que o Sacrifício de Cristo não nos tornou irresponsáveis e profanos, dando-nos liberdade para pecar. Ele nos transformou, nos regenerou! Como Paulo diz: a Graça nos ensina a viver (Tt 2). Em Cristo, vivemos com o Pai por amor e não por regras e com medo. Se obedecemos, se nos consagramos, se vivemos em discipulado é porque O amamos. E esse amor vem dele próprio.
“Recusar a Graça é o mesmo que comprar um bilhete para uma viagem em um transatlântico e ficar enfurnado no porão comendo pão com mortadela, ao invés do banquete que se oferece ali.” Sogro da Norma Braga

O grande problema dessa postura perante a graça é que ela se configura em uma insolente recusa ao amor de Deus. É uma afronta. É o mesmo que debocharmos dos sofrimentos de Cristo, ignorarmos sua morte. Quem age assim, certamente poderia ser contado aos muitos que pediram sua crucificação há dois mil anos.
Não há relacionamento com o Pai por meio de nós mesmos. “É pela graça“. Não há adoração apoiada em nossas obras, mas na Obra de Cristo. Não há cristianismo sem a Cruz. Isso porque o que conta para Deus é o reconhecimento pleno, por meio da fé, de que se não fosse esse bendito plano, consumado por Cristo, não teríamos nunca mudado nunca nosso destino de condenação, por mais que o “livre-arbítrio” quisesse. Glórias a Deus por seu bendito plano, perfeito e eterno.
Deus não nos chamou para ter medo, pois o amor lança fora todo o medo. Ele nos chamou como filhos para desfrutarmos de uma vida com Ele, com riquezas e bênçãos inefáveis (não somente a enfatizada pelos teólogos da prosperidade), não importando o quão difícil e duro seja a caminhada, porque ele segura em nossas mãos, nos conduz como o Bom Pastor e nos faz viver a vida que somente Cristo nos oferece.














::Tiago Lino Henriques

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