quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ensinando a voar

DEUTERONÔMIO 32.1-12


Como a águia desperta a sua ninhada e voeja sobre os seus filhotes, estende as asas, e, tomando-os, os leva sobre elas… (Dt 32.11.)

Como a criança que se lança Sem medo algum, nos braços do pai,

Assim também com o meu coração Eu me lancei, ó doce Jesus,

Em teus fortes braços, ali na cruz.

Moisés fez uma retrospectiva dos 40 anos de peregrinação do povo no deserto. O Senhor assumira literalmente Israel como seu filho pequeno, ensinando- lhe os primeiros passos como nação. Numa linda canção de gratidão entoada no último período da vida de Moisés (Dt 32), ele canta a bondade do Senhor, comparando-a à da águia, que:

• Desperta a sua ninhada. O Senhor primeiramente despertou o seu povo para conhecê-lo, para saber adorá-lo e encontrar o caminho da comunhão.

• Voeja sobre os seus filhotes. Era exatamente assim que Moisés via e sentia a presença de Deus com eles. Durante o dia, a nuvem da glória divina estava sobre o arraial, trazendo sombra e frescor. À noite, ela se transformava em coluna de fogo para aquecer e iluminar.

• Estende as asas para abençoar. O Senhor não permitiu que Balaão amaldiçoasse o seu povo; pelo contrário, ele teve de pronunciar apenas palavras de bênçãos. As asas divinas estavam estendidas, trazendo proteção.

• Tomando-os, os leva sobre elas [as suas asas]. Quando as águias estão ensinando os filhotes a voar, elas os empurram do ninho, pois eles não querem sair. A pequena aguiazinha vai caindo na imensidão dos ares. Bate as asinhas. Tenta se equilibrar. Então, a mãe voeja debaixo do filhote, toma-o em seu dorso e retorna ao ninho. E isso se repete, até que o filhotinho emplumado consiga se firmar no vôo, e esteja pronto para prosseguir maduro e forte para a vida.

Assim como fez com Israel, Deus também nos ensina a voar como águia. Haverá momentos em que estaremos em seu dorso, retornando ao ninho, com o coração

acelerado pela experiência, mas seguros no cuidado infalível do grande Eu Sou.


PAI, SEI QUE CUIDAS DE MIM COM TODO DESVELO; POR ISSO, DESCANSO EM TI. AMÉM.




Por Ângela Valadão Cintra

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