Mensagem da Helena...
Há uma frase do escritor irlandês Oscar Wilde que certamente nos inquieta: “Só os tolos não julgam pelas aparências”. Essa frase mede bem o nível de obscuridade por onde anda o conhecimento humano. Assim como Oscar Wilde, que viveu no final do século XIX, o mundo moderno vive mergulhado em falsos conceitos, valores distorcidos e mentirosas afirmações.
Ao obeservar Jesus e meditar em Sua ordem “Não julgueis para que não sejais julgados”, podemos ousar escrever uma outra frase: “Só os santos não julgam pelas aparências”. Aqueles que são chamados cristãos deveriam carregar essa marca: o olhar além da imediata informação, da roupa, da tatuagem, do comprimento ou cor dos cabelos, do piercing; olhar com olhos cheios de ternos afetos de misericórdia para o homem ou mulher pelos quais Jesus também morreu.
Por se fechar em sua arrogância e falsa espiritualidade, muitos que se intitulam “cristãos” ignoram as pegadas de Satanás e concentram sua raiva, desprezo e indignação naqueles que não passam de vítimas das artimanhas dele. É tempo de rastrearmos as pegadas do inimigo e, quando encontrarmos sua presa ferida e agonizante, ao invés de lançarmos um olhar acusador e de desprezo, fazermos o que Jesus faria. Mas, somos capazes de imaginar o que Jesus faria? Que tal, então, nos lembrarmos do encontro de Jesus com a mulher no poço de Samaria (João 4.1-42), ou de Sua reação ao se deparar com a mulher adúltera (João 8.1-11) ou, ainda, de Sua conversa com Pedro depois que este O havia negado (João 21.15-23), e de como Jesus tratou Zaqueu, o cobrador de impostos (Lucas 19.1-9)?
Jesus é a expressão exata do amor e da misericórdia de Deus! Será que realmente podemos ser chamados de “imitadores de Cristo”? É tempo de tirarmos as máscaras, descermos do muro e vivermos genuinamente como cristãos.
Helena Tannure
Clube dos 700.
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