Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como um junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao Senhor? Porventura, não é este o jejum que escolhi:que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?
Porventura, não é também que repartas o teu páo com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? Isaías 58:5-7.
É mais fácil parecer piedoso do que ser piedoso. É mais fácil apresentar uma aparência exterior do que ser um cristão autêntico na vida diária. É mais fácil jejuar do que amar o próximo de maneira concreta.
Deus não é contra o jejum, mas se alguem tiver de escolher entre jejuar e amar o próximo, o jejum deve ser preterido (deixado de lado). Essa é a mensagem de Isaías 58(nosso texto de hoje) e do sermão do monte. A religião do coração é o elemento decisivo, e não a exibição esterna.
Na verdade em Mateus 6:16-18 Jesus é contra todas as formas de mostrarmos melancólicos, mas que devemos lavar o rosto e pentear o cabelo e parecer normais, para que ninguem saiba nem mesmo que estamos tendo um dia especial com Deus.
Isso não significa que nos dias de jejum eu tenha que me esforçar para ser excepcionalmente "doce e feliz". Não há nada pior do que ir ao extremo oposto da melancolia quando estamos jejuando. Você conhece o tipo. Eles poder ser asquerosamente doces e artificialmente felizes quando praticam algum tipo de devoção. Podem encontrar-se no extremo oposto em que estavam os Judeus, mas compartilham o mesmo buraco. Ainda estão, por suas ações artificiais, fazendo ostentação de que "estiveram com Jesus".
Procure apenas ser normal quando estiver com Jesus. O jejum é entre vocês dois.
Paz.
No monte das bem-aventuranças
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